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Pele artificial pode evitar testes com animais

Uma boa notícia vinda do laboratório da Universidade de São Paulo (USP). A equipe da professora Silvya Stuchi, desenvolveu uma pele artificial que pode substituir testes de cosméticos em animais e também contribuir com a diminuição nos testes farmacológicos.

Além de proporcionar alívio aos defensores dos bichinhos, a pele é uma boa alternativa, pois possibilita trabalhar com material da própria espécie humana, obtendo resultados mais significativos, já que há diferenças fisiológicas entre a pele de seres humanos e animais. A novidade pode contribuir ainda para a redução no uso de bichos em pesquisas, uma tendência praticada em vários países. A Europa já proibiu testes cosméticos com animais desde o início de 2009.

Bichos utilizados nestes testes serão os mais beneficiados, já que a pele artificial é muito parecida com a humana. Já no caso da indústria farmacêutica, a situação é um pouco mais complicada, já que muitos medicamentos precisam ser ingeridos ou aplicados no sangue. Mas a pele artificial pode pular algumas etapas, reduzindo o uso de animais.

Segundo as pesquisadoras, a estrutura da pele desenvolvida é completa, com o melanótico, queratinócito e o fibroblasto. O resultado foi obtido graças às pessoas que se submeteram as cirurgias plásticas, e doaram matéria-prima para a pesquisa. As peles do laboratório da USP foram doadas por pacientes do Hospital Universitário. As células são cultivadas em placas de petri, formando os tecidos.

No momento, a equipe de Silvya está à procura de empresas que financiem a utilização do modelo desenvolvido. Há materiais semelhantes na Europa e Estados Unidos, mas a logística de importação é complicada, já que se trata de material vivo e delicado. Outra possibilidade é enviar o princípio ativo dos produtos a serem testados no exterior, mas o custo é alto. A pele artificial desenvolvida na USP é, portanto, uma boa alternativa.

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